Imagine Augusto dos Anjos , Manuel Bandeira , Carlos Drummond de Andrade , Machado de Assis , Mário de Andrade , Oswald de Andrade , Castro Alves e demais companheiros das palavras brotando do teto , invadindo - nos a alma de manso . Foi assim que senti - me no Museu da Língua Portuguesa ; tomando um banho de palavras , lavando a alma na mais pura literatura .
Para um amante da arte da palavra , nada mais revigorante e inspirador que um encontro com estes gênios , especialmente , um encontro ( ou reencontro ) com Machado de Assis . Adentrei o "mundo " ( parte dele ) do autor como se adentrasse um templo ; templo da ironia , do escárnio , do retrato escancarado de nossas almas vadias , deformadas , desviadas . Saí de lá feliz , renovada , mas não em paz ; impossível ficar em paz depois de um encontro com Machado .
2 comentários:
muito bom o artigo! fico feliz em vê-la escrevendo, assumindo esta homossexualidade que é o assumir-se poeta. sim, a poesia é uma homossexualidade; é um reviramento orgânico do qual nunca nos livraremos...
Ah e foi la e nem me chamo... blz... deixa vc
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